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terça-feira, janeiro 19, 2010

from

segunda-feira, novembro 23, 2009

[ The pain lights another cigarette ]

The pain lights another cigarette
Staring back at grimaced cheeks
The stubble whispers intangibly
Seeking wonderful release
Its reflection lurks in shadowed ways

The black eye festers for just a moment
Commenting its inimical desires
Now bantering with broken noses
Issues never spoken
Another cigarette burns out in the ashtray

Burnt and torn, the sun shines through
Curtains from another time
Gleaming glow showers a bruised face as
Medicine cabinets creak violently
The pain pops another pill

by Joshua P. List


6 horas - 19 cigarros

quinta-feira, novembro 12, 2009

BALADA PARA UN LOCO
Tango





Las tardecitas de Buenos Aires tienen...
ese que se yo, viste? Salis de tu casa por
Arenales.
Lo de siempre: en la calle y en vos...
Cuando de repente, detras de un arbol,
me aparezco yo.
Mezcla rara de penultimo linyera y
de primer polizonte en el viaje a Venus:
medio melon en la cabeza,
las rayas de la camisa pintadas en la piel,
dos medias suelas clavadas en los pies y
una banderita de taxi libre levantada en cada mano.
Te reis!...
Pero solo vos me ves: porque los maniquies me guiñan,
los semaforos me dan tres luces celestes
y las naranjas del frutero de la esquina me tiran azahares.
Veni!, que asi, medio bailando y medio volando,
me saco el melon para saludarte,
te regalo una banderita y te digo...


Ya se que estoy piantao, piantao, piantao...
No ves que va la Luna rodando por Callao;
que un corso de astronautas y niños, con un vals,
me baila alrededor... Baila! Veni! Vola!

Yo se que estoy piantao, piantao, piantao...
Yo miro a Buenos Aires del nido de un gorrion;
y a vos te vi tan triste... Veni! Vola! Senti!...
el loco berretin que tengo para vos:

Loco! Loco! Loco!
Cuando anochezca en tu porteña soledad,
por la ribera de tu sabana vendre
con un poema y un trombon a desvelarte el corazon.

Loco! Loco! Loco!
Como un acrobata demente saltare,
sobre el abismo de tu escote hasta sentir
que enloqueci tu corazon de libertad...
Ya vas a ver!


Salgamos a volar, querida mia;
subite a mi ilusion super-sport,
y vamos a correr por las cornisas
con una golondrina en el motor!
De Vieytes nos aplauden: “Viva! Viva!”,
los locos que inventaron el Amor;
y un angel y un soldado y una niña
nos dan un valsecito bailador.

Nos sale a saludar la gente linda...
Y loco —pero tuyo—, que se yo!;
provoco campanarios con la risa,
y al fin, te miro, y canto a media voz:


(Cantado )
Quereme asi, piantao, piantao, piantao...
Trepate a esa ternura de locos que hay en mi,
ponete esa peluca de alondras, y vola!
Vola conmigo ya! Veni, vola, veni!

Quereme asi, piantao, piantao, piantao...
Abrite los amores que vamos a intentar
la magica locura total de revivir...
Veni, vola, veni! Trai-lai-lai-larara!

(Gritado)
Viva! Viva! Viva!
Loca ella y loco yo...
Locos! Locos! Locos!
Loca ella y loco yo!


Music by: Astor Piazzolla
Lyrics by: Horacio Ferrer

posted by clave de sol at 1:36 PM in A melodia da alma

DEIXOU DE CHOVER

Sempre que chovia,
Ficava por aqui, dentro de mim
Uma sensação estranha
De sentir ao contrário
De viver ao contrário
Dos outros
Porque sempre que chovia
Era como se nascesse em mim
Um contentamento desmedido
Por colher na chuva o alimento
Para mais uns tempos de melancolia
De nostalgia
Era como se a chuva me levasse à beira do abismo
De onde queria cair
Era como se ela alimentasse,
de forma fácil,
Imediata
O estado de tristeza
Que queria ter
Em que queria viver
Talvez para tornar eterno
O meu registo de sempre…
E para mim a chuva era perfeita
Para os outros não, mas para mim era
Até o embaciar dos vidros
Dos carros
Das casas
Para mim era perfeito
Isolava-me, ninguém me via
Isolava-me até,
da minha própria solidão
Mas,
Um dia conheci um homem
Pródigo de palavras,
mas de sentimentos abissais,
Que me fez mudar
Esse gosto insólito
O gosto de gostar da chuva,
Mas, só para ser mais fácil ficar triste
Permanecer triste
Continuar triste
Esse homem
Quase sem nada dizer
Em silêncio até…
Atirou-me uma âncora sem aviso
Passou a fazer-me companhia
Durante toda a noite
Arrancou de mim a solidão
E a necessidade de a sentir
Sem que doesse
E sei lá como..
Sei lá como
A chuva começou a parecer-me apenas chuva
Apenas precedente da bonança
Fenómeno normal de uma estação
Depois de ter conhecido e
De ter comigo esse homem
Já nem sei se chove!

de Olivia Santos


posted by D_Quixote em setembro 12, 2009 06:12 PM in poetry cafe

quarta-feira, novembro 11, 2009

Caminho Zen


Busco o que não alcanço, pois...

Se o alcançasse...

...Não seria busca;

Seria posse.

Falo o que não digo, pois...

Se o dissesse...

...Não seria expressão;

Seriam palavras.

Nego a negação, pois...

Se dissesse sim ao não,...

...Não seria uma afirmação;

Seria a negação.


Não odeio os que me amam, mas...

Consigo amar os que me odeiam.

Morrerei porque vivo, mas...

Sempre viverei.

Serei eterno porque terei um fim,...

...Um fim para um recomeço.


de Paulo Rogério da Motta

in http://www.euniverso.com.br/Paulo/Poesias/caminho_zen.htm

Submersa


Estou submersa

estou à tua espera
quero estar à tua espera
submersa...
a olhar, ouvir a acreditar...

que tu e só tu me vens buscar

que me tragas de volta

deste vazio completo de ti

deste respirar sufocante

que caminha sobre a minha pele
do cheiro da madrugada

que entra em mim

dos lábios que sugam os meus dedos

das mãos que agarram o meu corpo

do uivar pelo teu nome.



de Maria Pereira





fake stories II by = eelmikashigaru
copyright of the fotographers


(publicado por D.Quixote in Poertrycafe)

terça-feira, abril 25, 2006


















foto de suzy 9mm


IMPOSSÍVEL


Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste
«Parece Sexta-Feira de Paixão.
Sempre a cismar, cismar de olhos no chão,
Sempre a pensar na dor que não existe...

O que é que tem?! Tão nova e sempre tão triste!
Faça por estar contente! Pois então?!...»
Quando se sofre, o que se diz é vao...
Meu coração, tudo, calado, ouviste...


Os meus males ninguém os adivinha...
A minha Dor não fala, anda sozinha...
Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera!...


Os males de Anto toda a gente os sabe!
Os meus... ninguém... A minha Dor não cabe
Nos cem milhões de versos que eu fizera!...



Florbela Espanca

quinta-feira, março 23, 2006

foto de suzy 9mm


só me responderás
se quiseres inutilizar
este poema de amor

ao qual dei o nome
do verso que queria
eliminar da vida...

para te lembrar
para sempre
para nunca mais

ter de esquecer
um amor perdido
porque não podia ser


Francisco Coimbra


... porque não pode ser mesmo...